2026/04/13
Dois meses decorridos sobre a tempestade Kristin, vou falar-vos sobre as consequências deste fenómeno e a recuperação em curso. Alguns dos constrangimentos mantêm-se, casas com telhados remendados, postes derrubados, fios no chão, iluminação pública desativada, entre muitas outras situações que vão demorar, naturalmente, muito tempo a resolver.
Neste Sábado dia 28 foi apresentado com toda a pompa e circunstância e apresentação do Presidente do Município Pedro Pimpão, o livro “como respondemos à Kristin” da autoria do Presidente da Junta de Freguesia das Meirinhas, João Pimpão.
Num tempo em que a resposta à tempestade ainda está a decorrer, havendo muito por fazer a vários níveis, empresas, particulares, Estado Central, Autarquias, empresas de serviços básicos, todos lutam para que se volte à normalidade. Neste momento parece-me uma ousadia querer resumir em livro aquela que foi a resposta imediata à catástrofe. Para além dos detalhes relacionados com a publicação do livro, edição e financiamento, fico intrigado com o seguinte, o que seria se cada um dos presidentes de junta das zonas afetadas pelas tempestades deste inverno, resolvesse publicar um livro a divulgar a experiência da sua comunidade?
Em relação ao livro, que talvez um dia folheie, tenho uma curiosidade, será que o episódio de delírio populista protagonizado pelo autor no dia 6 de Fevereiro a quando da manifestação que decorreu em frente aos Paços do concelho está aí retratado? Há certas regras e princípios que não se aprendem em pós graduações e tão pouco se adquirem se a pessoa considerar que os mesmos não são necessários.
Sei que muito do que está por fazer não é responsabilidade do Município de Pombal e muito menos das Juntas de Freguesia mas o momento é de trabalho, recato e de continuar a organizar e impulsionar as respostas necessárias.
Qualquer cidadão atento está muito preocupado com o estado em que se encontra uma parte significativa da floresta e das zonas rurais do nosso concelho e distrito.
O ICNF e as autarquias têm-se desdobrado em comunicados e avisos no sentido de instigarem os proprietários a fazerem a remoção do lixo e de todos os resíduos florestais que se acumularam.
Em situações normais essa “limpeza” deve ser da responsabilidade dos proprietários sendo que muitas vezes têm dificuldades diversas em cumprir com essa tarefa.
Grande parte dos terrenos têm proprietário desconhecido ou estão em herança indivisa, muitos são demasiado pequenos e pertença de pessoas idosas e emigrantes, sobrando poucos que são geridos de forma racional ou semiprofissional.
É urgente que todos nos unamos, em comunidade, aldeia a aldeia, em torno deste desígnio que deve ser prioritário. Não podemos esperar pelo mês de Maio ou de Junho para avaliar a situação e nessa altura ir à procura dos donos dos terrenos que estejam por limpar.
Há que agir rápido e os autarcas têm a responsabilidade de comandar essa ação!
Telmo Lopes
Presidente da concelhia do CDS-PP de Pombal