O mês de Janeiro de 2026 terá a últimas eleições de uma maratona eleitoralista de legislativas (2 vezes), autárquicas e finalmente presidenciais, das quais temos vindo a ser espectadores e atores.
Espera-se que, durante algum tempo, deixemos os democraticamente eleitos fazerem o seu papel.
Esperamos que as eleições seguintes sejam apenas lá para 2029, dando a necessária e desejada estabilidade às instituições democráticas.
E é muito necessário, porque o país precisa crescer economicamente para que todos possam viver condignamente e não se ande a contar os tostões até ao final do mês ou esperar um emprego no estado (local ou nacional) como forma de estabilidade financeira, que o país seja mais ágil e simples na burocracia dos cidadãos e das empresas para que o nepotismo, a corrupção e o abuso de poder não tenha lugar, que a saúde funcione sem ser por cunhas, mas igual para todos e com qualidade, que a educação funcione como o espaço de integração e que seja a alavanca social que tem que ser, com pessoal docente e não docente com condições de vida e de carreira que se entreguem de alma e coração àqueles que são o nosso futuro, que se resolva o acesso à habitação e que se acelere apoie, finalmente, a criação de empresários de alma portuguesa que acrescentem e distribuam valor ao invés de se venderem empresas aos estrangeiros e a fundos de investimento sem personalidade, que não têm qualquer remorso em fechar empresas porque, de repente não teve a rentabilidade esperada.
Mas é preciso que o nosso país esteja estável politicamente também para os anos conturbados que se adivinham internacionalmente, principalmente após o ataque à Venezuela e a concretização da mudança do mundo.
Que sejamos um país de valores democráticos e que defendamos o direito internacional, junto desta nossa União Europeia que muitos teimam em destruir. É preciso relembrar que é esta União Europeia e ordem mundial que garantiu paz e o maior desenvolvimento da Europa nos últimos 74 anos, desde o seu início, ainda como Comunidade do Carvão e do Aço em 1952.
O Presidente da República tem uma importância acrescida em períodos de instabilidade porque é o Comandante Supremo das Forças Armadas de Portugal, nomeia e exonera governos, acredita diplomatas e designa os enviados e embaixadores que representam Portugal no estrangeiro, ratifica tratados internacionais, dissolve a Assembleia da República, veta e aprova leis, marca eleições e referendos, decreta estados de sítio, de emergência, ou declara mesmo a guerra a outras nações, indulta e comuta penas de prisão, agracia condecorações, para não falar desse poder informal que é a “magistratura de influência” porque é eleito diretamente.
Será com base nestas premissas que votarei nestas eleições, na pessoa que maior Independência de estruturas partidárias e que garantirá a estabilidade e o correto posicionamento do país.
Desejo a todos um bom ano para si e para as suas famílias e que 2026 seja melhor que 2025.
Luis Couto
Pombal Independentes