Todos nós conhecemos alguém ou temos algum familiar que ouve mal. Alguém com quem é difícil comunicar ou ter uma pequena conversa, por falta de compreensão dessa pessoa. É importante sabermos que na maior parte destes casos, essa pessoa não tem prazer em não comunicar ou em estar sozinha sem falar com quem a rodeia. A maioria destas pessoas são excluídas socialmente por quem as rodeia ou excluem-se elas próprias da vida social, por se sentirem inferiorizadas com a sua dificuldade em ouvir.
Podemos fazer alguma coisa para ajudar estas pessoas?
É nosso dever incluir socialmente as pessoas que têm perda auditiva, para que estas possam viver com menos dificuldades. Para isso, temos de aprender a comunicar de forma eficaz, garantindo que os outros entendem o que dizemos e mostrando que também entendemos o que outros dizem ou querem dizer.
Deixo-lhe 6 dicas importantes:
Falar sempre de frente para a pessoa que tem dificuldade em ouvir, evitar falar de lado ou atrás desta (é importante que a pessoa veja quem está a falar);
Falar calmamente, mas de forma expressiva, pois os seus lábios vão ajudar esta pessoa a compreende-la melhor;
Não falar alto nem gritar, falar de forma normal e aumentar o tom de voz apenas se a pessoa o pedir;
Certifique-se que a luz é suficiente para que a pessoa veja bem quem está a falar;
Não assuma nada antes de conversar com a pessoa que tem dificuldade em ouvir, ao fazê-lo, estamos a ser preconceituosos e podemos inclusive magoa-la ou fazê-la sentir-se ofendida;
Repita o que disse caso entenda que a pessoa com dificuldade não a compreendeu, ela sabe que nem sempre compreenderá à primeira e não se importará que lhe repitam o que foi dito.
É importante termos presente que a surdez ou dificuldade em ouvir não retira capacidade intelectual a ninguém e que cada um continua a ter opinião própria sobre os assuntos que lhe interessam e, como já referi, é nosso dever garantir que estas pessoas não sejam excluídas por nós, tanto no espectro social como familiar. Na maior parte dos casos de perda de audição existe solução para o problema, pelo que é muito importante procurar uma casa ou um médico especializado, de forma a avaliar o problema e ser-lhe recomendado o tratamento mais indicado.
Artigo publicado na edição papel de Junho do Jornal Notícias da Sua Terra.
Diogo Brilhante, Centro Auditivo de Pombal
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